segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Motivação, a essência de cada um...

Alguns personagens, bem conhecidos, foram obrigados a obter uma dose de motivação para que atingissem seus objetivos, vão alguns exemplos:

Wood Allen, ator, escritor, produtor e diretor premiado pela academia, quando estava na universidade, teve seu trabalho cinematográfico rejeitado; também foi reprovado em língua inglesa.

Leon Uris, autor de “Exodus”, foi reprovado no colégio três vezes.

Em 1959, a Universal Pictures dispensou Clint Eastwood e Burt Reynolds na mesma reunião com as seguintes declarações. Para Burt Reynolds: “Você não tem talento”. Para Clint Eastwood: “Você tem uma fratura no seu dente e o seu pomo de adão é proeminente, além disso, você fala muito devagar”. Como você sabe, Burt Reynolds e Clint Eastwood se tornaram grandes estrelas do cinema americano.

Em 1944, Emmeline Snively, diretor da agência de modelos “Livro Azul” disse para candidata a modelo Norma Jean Beker (Marilyn Monroe), “Você estará melhor se cursar secretariado, ou então, arranje um marido”.

Liv Ullman, que foi indicada duas vezes para o Oscar, como melhor atriz, foi reprovada em um teste na escola de teatro da Noruega. Os juízes disseram que ela não tinha talento.

Em 1962, quatro nervosos músicos fizeram uma apresentação para os executivos da Decca Recording Company. Os executivos não ficaram impressionados. Enquanto reprovavam este grupo de rock chamado “Os Beatles”, um dos executivos disse, “Nós não gostamos das suas músicas. Grupos de guitarristas estão fora de moda”.

Quando Alexander Graham Bell inventou o telefone em 1876, ele não fez uma lista das possibilidades e o potencial de utilização. Após fazer demonstração para o presidente americano Rutherford Hayes, ele ouviu o seguinte: “É uma espantosa invenção, mas quem poderá querer fazer uso dela?”.

Em 1940, um outro jovem inventor chamado Chester Carlson apresentou sua idéia para 20 empresas, incluindo algumas das maiores empresas americanas. Eles rejeitaram–na. Em 1947, após sete longos anos de rejeições, ele finalmente conseguiu que uma pequena companhia, chamada Haloid, se interessasse por sua idéia. Ela comprou os direitos para industrializar o processo eletrostático para reproduzir cópias. A Haloid, mais tarde, veio a ser a Xerox Corporation, e ambos, ela e Carlson, ficaram muito ricos.

John Milton ficou cego com 44 anos. Dezesseis anos depois ele escreveu o clássico “Paraíso Perdido”.

Malcon Forbes da revista Forbes não foi aceito na equipe do jornal em Princenton.

Elvis Presley foi dispensado em 1954 pelo diretor do Grad Oley Opry que o aconselhou a ser motorista de caminhão.

Thomas Edison foi provavelmente o maior inventor da história das descobertas. Quando entrou para a escola seus professores reclamavam que ele era “muito lento” e duro para aprender. Como resultado, sua mãe decidiu tirá-lo da escola e ensiná-lo em casa. O jovem Edison ficou fascinado por ciências. Com apenas dez anos de idade, já havia montado seu primeiro laboratório de química. A sua persistência, energia e genialidade ele definiu assim: “Um por cento de inspiração e 99 por cento de transpiração”. Produziu em toda sua vida mais de 1300 inventos. Quando inventou a lâmpada, tentou mais de 1000 experiências antes de fazê-la funcionar. Um jovem repórter perguntou e ele como se sentia fracassando tantas vezes. Ele disse: “Eu nunca fracassei. Apenas descobri 1000 maneiras de não fazer a lâmpada.”

Se estas pessoas tivessem desistido de seus objetivos, pelas opiniões e pareceres que receberam (de outras pessoas consideradas "experts") e afogado suas motivações, jamais teriam chegado ao topo de seus objetivos.

Muitas vezes somos fracos e desistimos ao primeiro sinal de fumaça, ou ao primeiro tropeço. Não devemos, por outro lado, ser persistentes com situações que estão, literalmente, fora de nosso alcance, por isso a auto-reflexão sobre as nossas aptidões (vocações) e limitações, se faz imperativa no dia a dia, a fim de que consigamos identificar nossas afinidades e a partir daí, adquiramos motivação à conquista do objetivo.



Fernando Sarle


Parte da pesquisa foi realizada no livro:
Insight - Volume 1 - Autor: Daniel de Carvalho Luz

sábado, 27 de setembro de 2008

Esgotamento

Uma das condições comuns que temos observado em nossos líderes é o esgotamento emocional, chamado, em inglês, de burnout (literalmente, “queimado”). Ron McLain o define como “um estado de esgotamento físico, mental e emocional, que se caracteriza por um cansaço constante e crônico, sentimentos de abandono e falta de esperança, desenvolvimento de uma auto-estima negativa e uma atitude também negativa em relação ao seu trabalho, à sua vida e às outras pessoas”.1Segundo ele, algumas causas para o esgotamento em nossa liderança são:1. Quando há uma distância entre as expectativas idealistas e a dura realidade que se tem de enfrentar. Muitos entram no ministério com lindos sonhos, mas a realidade é que o trabalho é duro, esgotante, muito para uma pessoa só, e, às vezes, acompanhado de uma persistente sensação de solidão.2. O vício do trabalho: os workaholics são pessoas tão dependentes do trabalho quanto o alcoólico da bebida. Elas são muito admiradas, mas a verdade é que o motor que as move vem de uma fonte errada.3. Muitos sentem uma falta de preparo para tarefas esmagadoras que os desafiam.4. Outros ficam desanimados por terem de lidar constantemente com problemas e conflitos.5. Aqueles, cuja auto-estima depende diretamente do resultado do seu trabalho, acabam tendo de lidar com uma auto-imagem prejudicada pelas dificuldades que enfrentam.6. Algumas pessoas levam tudo tão a sério que se esquecem de rir, divertir-se e desfrutar do que Deus tem dado.7. Para muitos líderes, a expectativa de que é preciso dar mais do que receber faz com que eles carreguem um enorme sentimento de culpa quando desejam fazer ou ter algo para si mesmos ou para seus familiares.8. Quando o líder se sente mal pago e pouco apreciado.SintomasEntre os sintomas do esgotamento, podemos perceber:1. Energia diminuída e uma crescente dificuldade em manter um ritmo normal de vida.2. Sentimentos de fracasso quanto à sua vocação e questionamento em relação a seu chamado ao ministério.3. Sensação de que a recompensa é pequena em relação ao muito que se deu para o ministério.4. Sentimento de desesperança e incapacidade de enxergar solução para os problemas.5. Cinismo e negativismo com respeito a si mesmo, ao seu trabalho, aos outros e ao mundo em geral.PrevençãoPara evitar o esgotamento é importante que encontremos novas disciplinas espirituais ou novas formas de seguir as antigas. Podemos inovar nossa vida devocional: escrever nossas orações em vez de fazê-las apenas oralmente, orar em voz alta enquanto caminhamos a sós, procurar um companheiro de oração com quem seja possível compartilhar abertamente.É importante também reservarmos tempo para ficar a sós. Às vezes estar sozinho é o que nos ajuda a “recarregar as baterias”. Até Jesus se retirava das multidões para estar a sós.Além disso, devemos dormir o suficiente e praticar atividade física. O pastor ou líder não é super-homem. Precisa cuidar do “templo do Espírito Santo” tanto quanto os demais.Precisamos também descansar e relaxar sem culpa. Deus nos permitiu fazê-lo.2“Prestar contas” a outras pessoas também ajuda. Peçamos a Deus que coloque em nossa vida confidentes: pessoas de confiança com quem podemos compartilhar cargas, tentações e sonhos. Dividindo a carga, ela se tornará mais leve.Devemos pensar de formas não usuais, buscar soluções criativas — buscar soluções, e não problemas.Podemos programar também, semanalmente, fazer algo que nada tenha a ver com nosso ministério — fazer algo prazeroso, pelo puro gosto de fazê-lo.Com a ajuda de Deus, todas essas medidas nos ajudarão a prevenir o esgotamento emocional e físico.

Notas1. Citado no boletim eletrônico To Our Colleagues in Personnel, circulado por Ken Royers, de Link Care Center, Fresno, CA, EUA. Agradecemos a permissão para publicação.2. Veja Para que descansar? (Ultimato, mar./abr., p. 70).

Esly Regina Carvalho.

A PERFEITA IMPERFEIÇÃO DA IGREJA

Tem gente que ainda não entendeu que quando Jesus disse “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu aí estou no meio deles”, Ele estava ensinando qual é o vértice espiritual e histórico que dá significado à Igreja; ou seja: Ele ensina o que “realiza a verdade” da Igreja, como encontro humano.E o contexto fala de reconciliação. Um irmão “ofendido” tem que procurar o “ofensor” e tentar ganhá-lo. E isto deve ser feito insistentemente, até que o próprio ofensor rejeite toda conciliação.A palavra grega que designa essa “reunião” é mesma que fala de harmonia, como se o que estivesse em curso fosse uma “afinação de instrumentos”.O outro pólo mais adulto dessa proposta está em Lucas, quando Jesus diz que se deve perdoar ao irmão até setenta vezes sete num único dia.Ou seja: a proposta de Jesus nos põe a todos de calça curta, e necessitados de dizer: “Senhor, aumenta-nos a fé; pois ainda não somos cristãos”.Até o quarto século o que impressionou os “pagãos” que observavam os cristãos não era a “perfeição” deles, mas o amor e a graça com a qual se tratavam e tratavam o mundo.“Olhem como se amam!”—era a estupefação que ecoava nas palavras de gente que olhava os cristãos de fora, conforme vários testemunhos encontrados em antigos textos históricos.Portanto, a perfeição da igreja é não se “vender como perfeita”, mas sim se revelar, sem ensaio e performance, como lugar de misericórdia e graça.Não é possível esperar perfeição de nenhum de nós. Somos caídos e maus...o melhor de nós ainda é mau.O que nos faz diferentes é nossa atitude, se é honesta com a nossa própria Queda, e, sobretudo, sincera com a Graça que todos nós temos recebidos.Daí a perfeição do discípulo ser sua humildade... humildade para ser, sem ser ainda o que deseja; humildade para viver com misericórdia, pois ele mesmo carece dela, todos os dias, nos céus e na terra. Repito: o problema da “igreja” nunca foram os seus erros humanos, mas sim a sua arrogância em relação a não se enxergar, e oferecer-se como a Representante de Deus na terra.Quem desejar, que tente!Mas no dia em que deixarmos de lado toda essa empáfia e formos apenas gente da Graça, então, assustados veremos o respeito que o mundo nos terá; conforme aconteceu até o ano 332 da presente era, ainda que algumas vezes o lugar do testemunho tenham sido cruzes e arenas...E havia problemas antes disso? Sim, sempre houve muitos problemas!Quem conhece a História sabe deles. E quem lê os textos produzidos nos dois primeiros séculos, sabe da quantidade de dificuldades internas que os vários grupos cristãos tiveram. Todavia, tais problemas não foram problemas reais enquanto o sentido de “irmandade na Graça” esteve presente.Não foi a perfeição da Igreja que abalou o Império Romano. Foi a sua perfeita-imperfeição; ou seja: sua humanidade vivida sob a graça; e que falava da Boa Nova em Jesus, não nela mesma. Nela havia humildade, serviço, confissão, comunhão e coragem sem empáfia.Me sinto um bobo escrevendo coisas tão BÁSICAS, mas é que fico assustado quando vejo que os crentes de hoje não têm umbigo, e pensam que estão inventando a “igreja” agora.E pior: dói-me ver que alguns dizem: “É assim mesmo...temos que nos acostumar...quando é que já foi diferente?”Bem, foi diferente apenas enquanto todos se sabiam filhos da misericórdia e buscavam renovar a mente conforme o entendimento na Graça; e que só se manifesta no nível horizontal como amor e simplicidade no trato humano, o que acontece naturalmente quando a arrogância dá lugar à gratidão em razão da consciência acerca do perdão recebido.Jesus não pede perfeição —mesmo quando diz “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai...”—, pois a única perfeição humana é assumir sua própria imperfeição, e, assim, imitar o Pai, não em sua Perfeita-Perfeição, mas em Sua Graça, que Ele derrama sobre justos em injustos.A perfeição da Igreja é ser humildemente filha desse Pai que a todos trata com misericórdia!Quem não for cego, que veja; quem não for surdo, que ouça; quem tiver entendimento, não o feche; e quem tiver sido objeto da Graça, que a sirva aos outros.Nossa perfeição é a Justiça de Cristo!

Caio

Fonte: www.caiofabio.com

domingo, 7 de setembro de 2008

Um Sonho Inquietante - Pr. Ricardo Gondim

Exausto, deitei-me já tarde. O silêncio da madrugada fria convidava-me para uma noite de sono profundo. Aquela seria uma noite curta pois antes do sol nascer já teria que estar em pé novamente. Noites curtas são geralmente sem sonhos. Deito-me e antes que perceba, as horas se passaram céleres. Ontem, entretanto, não foi assim. Sonhei a noite inteira.Sonhei que estava em um culto com o auditório lotado. A reunião iniciou-se com uma oração muito mecânica. Apresentou-se logo um grupo musical gospel. Nos primeiros acordes, notei que faltava talento e sobravam decibéis. A letra era paupérrima, toda a música concentrava-se em repetir um refrão: “O leão de Judá derrotou o outro leão perigoso.” A multidão foi ao delírio com o término da apresentação que todos chamaram de “louvorzão.” Gritava e movia-se em um frenesi alucinante. O líder do culto, levantou-se e ensinou as pessoas uma coreografia que, segundo ele, derrotaria o diabo. Todos, como se estivessem com espadas na mão, passaram a encenar uma batalha de esgrima. Terminada a “batalha” foram gastos mais de quarenta minutos no levantamento das ofertas. O ambiente tornou-se constrangedor. Tudo foi feito para aumentar a contribuição. Desde ameaças a promessas de que receberiam cem vezes mais. As ofertas resolveriam todos os problemas das pessoas. De acordo com o valor dado, o câncer desapareceria, os problemas conjugais se resolveriam. A oferta seria a chave para uma vida plena e feliz.O preletor daquela noite, levantou-se para pregar e, por cerca de cinqüenta minutos, falou sobre assuntos diversos sem, contudo conduzir uma linha de raciocínio, sem qualquer compromisso de expor a Bíblia. Parecia não haver se preparado. Falava, falava, deixando que suas divagações o conduzissem a um próximo pensamento, que nem ele próprio sabia qual era. Meu sonho me perturbava. Transformava-se em um pesadelo.
De repente, vi ao meu lado, participando daquele culto, para minha absoluta surpresa, quatro personagens históricos: Martinho Lutero, João Calvino, João Wesley e Charles Finney. Mal podia acreditar que um dia estaria cultuando a Deus ao lado de tão ilustres personalidades do mundo protestante. Em meu sonho, eu fui apresentado a eles pelo sueco Gunar Vingren, fundador do pentecostalismo no Brasil. Todos pareciam se conhecer há muito, havia uma familiaridade entre eles. Contudo, embora estivéssemos participando de um mesmo culto, todos mostravam-se igualmente inquietos. O clima era desconfortável. Mesmo sonhando, lembro-me de como o músculo de minha face tremia diante da honra de apertar a mão de cada um deles. Muitas perguntas vieram à minha mente. Curiosidades, esclarecimentos, dúvidas que precisavam ser sanadas. Mas, ao contrário, eles é que começaram a me questionar.
Lutero estava indignado pelo que parecia uma volta da igreja à Época Medieval das relíquias, dos amuletos e das indulgências. Queria saber o que aconteceu aos protestantes para estarem novamente acreditando que sal grosso “afasta mal olhado”, que copo d’água traz bênçãos. Perguntou-me como a igreja passou a acreditar em maldição familiar.
Expliquei-lhe que a igreja brasileira convive com uma cultura muito mística. Falei da herança católica medieval, depois disse que os índios brasileiros eram animistas e ainda tracei um cuidadoso curso da religiosidade africana e como ela se contextualizou. Lutero, porém, veemente, mostrou-me os efeitos devastadores que as relíquias tiveram em seus dias e que somos justificados pela fé. Para ele, a Palavra deveria ser suficiente para produzir fé e que não precisamos de “pontos de contato” para que o poder de Deus flua em nós.
Calvino, interveio em minha conversa com Lutero. Ele também estava revoltado. Sua maior preocupação era entender o porquê de tanto descaso com a Bíblia. Ele não entendia como nos separamos tanto da Reforma que transformou o conceito de culto. Calvino me falava que até o avanço dos protestantes na Europa, cultuar a Deus, resumia-se em se assistir a um ritual. A liturgia era mais importante que a exposição do texto sagrado. Mas os reformadores, segundo ele me dizia, lutaram muito para que as pessoas apreendessem que a melhor maneira de cultuar a Deus é conhecendo e vivendo os princípios eternos de Deus. Concluiu me mostrando que o púlpito antigamente ficava deslocado em um lugar de menor importância e que o altar é que era central. Só no protestantismo, o púlpito passou a ocupar o lugar mais central do templo. Tentei mostrar-lhe que estamos em uma sociedade viciada em imagens. Que o nosso nível de atenção hoje é mínimo. Falei-lhe dos vídeo clips, da superficialidade cultural que a televisão produz. Ouviu-me com atenção, mas parece não ter aceitado minha explicação.
Wesley estava aturdido. Em meu sonho, ele me dizia que percebia por aquele culto que havia muitos chavões mas pouco compromisso ético na igreja. Por duas vezes, me perguntou: “Será possível conduzir a obra de Deus apenas prometendo triunfo, sem jamais questionar a vocação profética da igreja? Wesley não entendeu a interpretação de textos do Antigo Testamento, prometendo que os crentes foram postos por cabeça e não por cauda. Será que a igreja evangélica não sabe que o “grão de trigo precisa morrer para produzir muitos frutos?” Insistia me indagando: Não somos chamados para sermos sal da terra e luz do mundo antes que nos preocuparmos com riqueza e poder? Novamente tentei explicar. Mas, eu próprio estava envergonhado e minha explicação foi vã.
No sonho, Charles Finney, também se aproximava de mim querendo entender o que se passava. Falou-me de como eram os cultos evangelísticos de seus dias e de como as pessoas encaravam o novo nascimento. Mostrou-me que o apelo para as pessoas se converterem foi uma quebra de paradigmas. Ele fazia o apelo para que as pessoas que estavam “ansiosas” por salvação tivessem um tempo para refletir e saber se realmente desejavam um compromisso real com Cristo. Que o novo nascimento era uma decisão importantíssima que as pessoas faziam em resposta à graça. Sua inquietação com o culto de meus sonhos vinha da maneira tão trivial que as pessoas encaravam a conversão e o discipulado. Finney dizia-me que o cristianismo moderno está se esvaziando de seus conteúdos e que em breve muitos não saberão sequer explicar o que lhes aconteceu na conversão.
Gunnar Vingren, que me apresentou aos outros ilustres personagens, não aceitava que todo o sacrifício dos pioneiros do movimento pentecostal desmoronasse em uma teologia tão imediatista. Ele dizia que não há pentecostes sem a cruz. Com um sotaque sueco, disse-me: - Meu filho, não há experiências com o Espírito Santo sem zelo missionário, sem paixão evangelística.
Comecei a suar e meu sono tornou-se atribulado. Estava rodeado com uma grande nuvem de testemunhas, e todos tinham o semblante preocupado. Acordei.
Sem conseguir voltar para a cama, orei. Em minha prece, pedi que Deus levante uma igreja evangélica no Brasil comprometida em ter apenas a Bíblia como regra de fé e de prática. Pedi que Deus levante pastores que cuidem do povo como rebanho de Deus e não como um investimento que pode ser capitalizado no futuro. Orei para que os seminaristas não confundam sucesso com um ministério aprovado por Deus. Supliquei a Deus que nos faça uma igreja solidária com os miseráveis, profética na defesa dos indignos e misericordiosa com os pecadores.
Os sonhos são interessantes. Muitas vezes mostram o que não queremos ver. Talvez, a maior necessidade da igreja seja olhar-se criticamente. Se fecharmos os olhos para a trivialização do sagrado, para a falta de compromissos éticos e proféticos, para a transformação do culto em espetáculo, não só nos condenamos a sermos irrelevantes para a nossa geração como envergonharemos muita gente que já deu a sua vida pela causa de Cristo.

Que Deus nos ajude.

Soli Deo Gloria.

Fonte eletrônica: http://www.ricardogondim.com.br/

FAZENDO A DIFERENÇA!

"Numa praia tranqüila, junto à uma colônia de pescadores, morava um escritor. Todas as manhãs ele ficava passeando pela praia, olhando as ondas. Assim, ele sentava e ficava olhando, se inspirava, e a tarde ficava em casa escrevendo.
Um dia caminhando pela areia, ele viu um vulto que parecia dançar. Chegou mais perto e viu que era um jovem, pegando na areia as estrelas do mar, uma por uma, e jogando de volta ao oceano.
- E aí? – disse-lhe o jovem num sorriso, sem parar o que fazia.
- Por que você está fazendo isso? – Perguntou o escritor, curioso.
- Não vê que a maré baixou e o sol está brilhando forte? Se essas estrelas ficarem aqui na areia, vão secar no sol e morrer!
O escritor achou bonita a intenção do jovem, mas deu um sorriso cético e comentou:
- Só que existem milhares de quilômetros de praias por esse mundo afora, meu caro. Milhares de
estrelas-do-mar devem estar espalhadas por todas essas praias, trazidas pelas ondas. E você aqui, jogando umas poucas de volta ao mar, que diferença isso faz?
O jovem olhou para o escritor, pegou mais uma estrela da areia e jogou-a na água do mar, voltou a olhar para ele e disse: - Para essa, eu fiz a diferença!
Naquele tarde, o escritor não conseguiu escrever. À noite, mal conseguiu dormir. De manhãzinha, bem cedo mesmo, foi para a praia...
O jovem pegava as primeiras ondas do dia, com sua prancha, e logo veio para a areia. Juntos, com o sol manso e começando a subir, começaram a jogar estrelas do mar de volta ao oceano...”
Esta ilustração serve para refletirmos em muitas situações na vida, onde perdemos a oportunidade de sermos úteis e relevantes para causas sublimes, que a princípio nos parecem pequenas e tolas. A Bíblia diz em Ec.9.10: “Tudo que te vier as mãos, para fazer, faze-o conforme as tuas forças, pois na sepultura para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma...” Isto nos leva a pensar na importância de vivermos plenamente o hoje, independente dos preconceitos e estigmas que possam nos cercar. Uma das coisas que mais precisamos hoje para a transformação do mundo são pessoas que acreditem em mudanças, pessoas que pensem positivo (proativas), e que se alegrem de poder mudar pelo menos o contexto próximo que as cercam.
Jesus com um grupo de doze homens transtornou o mundo. São das pequenas iniciativas que nascem os grandes projetos. Talvez Deus esteja te chamando hoje para jogar ao mar as estrelas que estão ao teu redor. Quem sabe amanhã outras pessoas sigam o teu exemplo e passem a fazer isto em outras praias. Pense nisto!
Rev. Gilberto Pires de Moraes.

Aviso do Giba

Irmãos: graça e paz!

Diante dos alunos que vão continuar a participar da classe, gostaria que vocês me entregassem o relatório da Palestra do Rev. Jeremias Pereira (DVD) até domingo.

As perguntas a serem respondidas da Palestra (DVD) são as seguintes:
1) Quais as causas da frieza evangelística em nossas igrejas?
2) Como restaurar o fervor evangelístico?
3) Como criar oportunidades para evangelização na Igreja?
4) O que mais lhe chamou a atenção nesta palestra do Rev. Jeremias?
5) O que você deseja e pode fazer para que sua igreja cresça e seja de fato uma igreja evangelística?

* Uma outra tarefa é ler qualquer livro de liderança da Biblioteca (falem com Vagner e com o Ronaldo) e me mandarem uma resenha até o dia 28/09 (último domingo).

* Vai anexo a última aula que dei sobre evangelismo e sobre a qual discutimos alguns aspectos neste domingo.

Deus abençoe vocês e que vocês sejam de fato sempre abundantes na obra do Senhor (1Co.15.58).

Rev. Gilberto.

"TODOS OS VOSSOS ATOS SEJAM FEITOS COM AMOR..." 1CO.16.14.

NOSSO BLOG



Nosso grupo de líderes, orientado pelo Pr. Giba, tem buscado através da experiência com Deus, leitura da palavra, oração e compartilhamento em classe, o genuíno crescimento que vem do Autor e Consumador de nossas vidas.
Entendo que há muito para se fazer, quer seja na área da música, visitação, ministração, adoração, evangelização e muito outros.
Durante a Escola Dominical de hoje, 07 de Setembro de 2008, percebemos que muitos de nós tem muitas experiências, dicas de livros, vídeos e canções que desejamos compartilhar.
No bate-bapo com alguns queridos, já no fim da classe, imaginei que neste pequeno espaço possamos registrar todas essas bênçãos e não deixar somente para o domingo.
Aliás, Mauricião, cole no blog o video do búfalo e leões que você comentou com gente.
Wagnão e Pastor postem os nomes dos livros que vocês falam pra gente, mas que não anotamos.

"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai" Filipenses 4:8


Márcio